Pouco a pouco, fecha-se o cerco para produtos que fazem parte da destuição da Amazônia.
Desta vez a boa notícia veio publicada em forma da lei 15.120/2010 no Diário Oficial da Cidade de São Paulo. A medida estabelece critérios para compra da carne bovina pela prefeitura nos editais de licitação.Em seu parágrafo principal, veta a aquisição de carne proveniente de fazendas com desmatamentos recentes, trabalho escravo ou infantil ou de terras indígenas na Amazônia.
Apesar de restrita à cidade de São Paulo, a nova legislação coloca ainda mais pressão para que os grandes frigoríficos como a Marfrig, Bertin, Minerva e JBS cumpram o compromisso assumido publicamente de contribuir para zerar o desmatamento da AmazÔnia. A lei paulista adotou os mesmo critérios que foram propostos pelo Greenpeace para os frigoríficos e reforçam a sua implementação, já que a prefeitura, na entrega do compra vai exigir apresentação do histórico da procedência do lote, desde a origem da cadeia produtiva.
Pelo porte das empresas e da prefeitura, medidas como essas forçam milhares de fornecedores a cumprir a legislação fundiária e ambiental e a respeitar a biodiversidade e os direitos dos povos indígenas da região.
Com a entrada da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) no jogo, o consumidor final também terá mais ferramentas para fazer sua escolha. A Abras promete criar condições para que os supermercados vendam apenas produtos de frigoríficos que estejam comprometidos com o fim do desmatamento na Amazônia. A associação também prevê a criação de uma espécie de guia de consulta aos consumidores, diferenciando os supermercados que cumprem os critérios dos que não cumprem.
Via Greenpeace.